A ilha Terceira precisa de consciência Ambiental
Os terceirenses precisam, urgentemente, de uma consciência ambiental semelhante àquela que desenvolveram em relação aos desastres naturais. Esta é a principal conclusão de uma tese de mestrado em Educação Ambiental da autoria de Lúcia Silveira, defendida recentemente no campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Intitulado “Aprender com a História: modos de interacção com a natureza na ilha Terceira do povoamento ao século XX”, o trabalho estuda a evolução da relação do homem com a natureza na ilha Terceira, desde o povoamento até ao século passado. Segundo a investigação, “a flora natural da ilha Terceira, procedente da vegetação ancestral africana e das antigas comunidades do sul da Europa e da América do período Terciário, configura-se como uma autêntica relíquia de um passado remoto e constitui um património de grande valor pelo seu carácter paleoendémico”. A tese sublinha, no entanto, que “com o passar do tempo, acentuou-se o desgaste ambiental, sobretudo no final do século XX, quando o progresso económico e tecnológico permitiu ao homem conquistar as zonas mais inacessíveis do interior da ilha e transformar em pastagem todos os espaços disponíveis, deixando escassos refúgios à vegetação endémica e destruindo ecossistemas preciosos para a preservação da qualidade de vida dos residentes”. Refere também que “a par da pressão antrópica sobre a natureza, coexistiu outra faceta desta relação – os fenómenos naturais sobre as vivências e práticas humanas”.
De acordo com o trabalho, “desastres mais recentes mostram uma maturação social e política face a estes problemas, reflectida na compreensão da responsabilidade humana na prevenção e minimização dos danos resultantes de uma catástrofe natural e materializada na implementação de medidas de protecção que envolvem diversas vertentes”. No entender da autora, urge, assim, que “uma consciência semelhante se desenvolva em relação aos problemas ambientais e ao património natural, um processo que pode exigir que os terceirenses se ‘reaproximem’ do seu meio, reaprendendo a preocupar-se com os efeitos das suas acções e com as necessidades futuras e desenvolvendo uma atitude activa de protecção da natureza”.
De acordo com o trabalho, “desastres mais recentes mostram uma maturação social e política face a estes problemas, reflectida na compreensão da responsabilidade humana na prevenção e minimização dos danos resultantes de uma catástrofe natural e materializada na implementação de medidas de protecção que envolvem diversas vertentes”. No entender da autora, urge, assim, que “uma consciência semelhante se desenvolva em relação aos problemas ambientais e ao património natural, um processo que pode exigir que os terceirenses se ‘reaproximem’ do seu meio, reaprendendo a preocupar-se com os efeitos das suas acções e com as necessidades futuras e desenvolvendo uma atitude activa de protecção da natureza”.(In Diário Insular)
Etiquetas: Ambiente, História, Lúcia Silveira, Mestrados, Terceira
