sábado, setembro 20, 2008

Sessão de Acolhimento aos alunos do primeiro ano – Campus de Angra do Heroísmo

A Universidade dos Açores vai promover, na próxima segunda-feira, dia 22 de Setembro, pelas 14h00, na Sala 1 do Departamento de Ciências Agrárias (Terra-Chã, Angra do Heroísmo), uma sessão de acolhimento e convívio com os novos alunos que frequentarão, no ano lectivo de 2008/09, o primeiro ano no pólo de Angra do Heroísmo.
Seguindo as mensagens de boas-vindas do Reitor e do Presidente da Associação de Estudantes, e com o objectivo de facilitar a transição dos novos alunos para esta nova fase da sua vida estudantil, os directores de curso acompanharão os alunos do 1º ano às instalações do campus de Angra do Heroísmo (Laboratórios, Centros, SASUA e AECAH), culminando num convívio académico, com lanche e actuação das Tunas Universitárias, no bar dos Serviços de Acção Social.
O evento estará aberto aos órgãos de comunicação social.
(In Gabinete do Reitor)

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sexta-feira, setembro 19, 2008

Universidade dos Açores aplica “Código de Praxe”para evitar abusos e excessos

É já a partir do próximo sábado que os caloiros da universidade açoriana começam a viver de forma mais intensa as actividades da praxe. Aceite por uns e depreciada por outros, esta é uma forma de estar na vida académica que, com regras, pode funcionar como um bom meio de integração.
Há quem diga que é uma estratégia de convívio com vista à inserção dos novos alunos no meio académico, outros acham que a praxe não passa de uma brincadeira que, em algumas circunstâncias, chega a atentar contra a dignidade dos jovens. “Julgamentos e opiniões” à parte, a verdade é que continuam a somar uma parcela muito significativa os mais “recentes” estudantes da Universidade dos Açores que decidem aderir à praxe. Aliás, há mesmo quem defenda que as praxes académicas são como tudo: positivas ou extremamente negativas. Só dependem de quem e como se fazem. E é precisamente para evitar abusos ou excessos que possam pôr em causa o bem-estar do aluno que aceita participar nas actividades de praxe que a universidade açoriana faz vigorar um Código de Praxe, cuja supervisão está a cargo de uma comissão criada para o efeito. “É uma tradição académica e, por isso, tem de seguir regras. Quem não as cumprir sofre sanções”, esclarece Cheila Pinheiro, presidente da Comissão de Praxe. De acordo com a estudante, todas as situações estão devidamente regulamentadas por forma a garantir que as actividades decorrem com normalidade e sem quaisquer excessos. “Desde que entrei nesta universidade sempre vi o Código de Praxe ser aplicado e nunca houve grandes dificuldades nessa matéria. Até porque estamos a falar de adultos com bom senso e com vontade de participar na praxe, que no final de contas não é mais do que uma forma de integração e de alegria”, sustenta Cheila Pinheiro. Contudo, a dirigente da Comissão refere que, caso algum caloiro sinta que as actividades que lhe estão a ser propostas estão para “além do razoável”, deve recusar e dar conta da situação com a qual se sentiu lesado. “Se coisas excederem determinados limites, os caloiros podem desistir como podem também chegar junto de qualquer um dos nove membros da Comissão de Praxe e denunciar a situação. Nós tomaremos medidas em relação a praxantes”, assegura. Segundo o vice-presidente da Associação Académica, é preciso passar a ideia - não só aos alunos mas também à comunidade - de que a praxe não tem como objectivo humilhar ou diminuir os estudantes. André Carvalho refere que as pessoas que pensam que a praxe é algo de ofensivo são, em grande medida, influenciadas pelo conhecimento que lhes é dado de situações extremas que aconteceram em outras instituições de ensino superior. Aliás, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já fez saber, através de uma carta enviada a todas as instituições de ensino superior públicas e privadas, que no caso de se verificar qualquer “prática de ilícito” nas praxes, esse facto será reportado ao Ministério Público. Nesse sentido, serão utilizados os meios necessários para responsabilizar civil e criminalmente quem não evitar os danos. Para o especialista em Direito Constitucional, Jorge Miranda, “a praxe em si, entendida como uma forma de integração do aluno na escola, não é má”.“O problema é quando acontecem, como têm acontecido nos últimos anos, casos em que as praxes se tornam violentas, contrárias à dignidade da vida humana, usando processos que são contrários à vontade das pessoas, até sob formas pornográficas absolutamente inadmissíveis, em que grupos de estudantes põem em causa direitos, liberdades e garantias de outros estudantes”, assume o professor universitário.
Ana Feijão, do Movimento Anti-Tradições Académica, reconhece que tem havido, desde 2003, mais atenção para os abusos na praxe, devido a casos ocorridos no Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros e em Santarém. Por essa razão, na Academia de Lisboa, por exemplo, está a ser elaborado o primeiro Código de Praxe, que engloba todas as tradições das instituições de ensino superior da cidade.

(In Açoriano Oriental)

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