Poeiras do Saara voltam a afectar os Açores (vídeo)
As poeiras vindas do deserto do Saara podem provocar doenças respiratórias aos açorianos, mas por enquanto a situação não exige precauções acrescidas.
Complicações respiratórias, pneumonias e alergias são os problemas que as poeiras trazidas do deserto do Saara podem causar.Este é um fenómeno atmosférico quase imperceptível para a maioria das pessoas, mas preocupante para os climatologistas. Desta vez o acontecimento é diferente de anos anteriores porque as poeiras estão a depositar-se em altitude e através da chuva e não da forma sólida como até à data.Por outro lado, estas partículas podem trazer benefícios às águas do Atlântico, deixando nutrientes essenciais como azoto e fósforo às espécies marinhas que lá vivem.Félix Rodrigues, especialista em climatologia, considera que o caso não necessita da tomada de medidas reforçadas, mas afirma que se a chegada de poeiras aumentar, os açorianos deverão começar a usar máscaras para evitar doenças respiratórias, como fazem nas Canárias.Este fenómeno deve-se às alterações climáticas e estará presente nas ilhas pelo menos nos próximos 15 dias.
Tatiana Ourique, estagiária do Gabinete Multimédia.
Reportagem vídeo: Marta Silva, Jornal da Tarde (RTP-Açores)
Complicações respiratórias, pneumonias e alergias são os problemas que as poeiras trazidas do deserto do Saara podem causar.Este é um fenómeno atmosférico quase imperceptível para a maioria das pessoas, mas preocupante para os climatologistas. Desta vez o acontecimento é diferente de anos anteriores porque as poeiras estão a depositar-se em altitude e através da chuva e não da forma sólida como até à data.Por outro lado, estas partículas podem trazer benefícios às águas do Atlântico, deixando nutrientes essenciais como azoto e fósforo às espécies marinhas que lá vivem.Félix Rodrigues, especialista em climatologia, considera que o caso não necessita da tomada de medidas reforçadas, mas afirma que se a chegada de poeiras aumentar, os açorianos deverão começar a usar máscaras para evitar doenças respiratórias, como fazem nas Canárias.Este fenómeno deve-se às alterações climáticas e estará presente nas ilhas pelo menos nos próximos 15 dias.
Tatiana Ourique, estagiária do Gabinete Multimédia.
Reportagem vídeo: Marta Silva, Jornal da Tarde (RTP-Açores)
Etiquetas: Atmosfera, Félix Rodrigues, poeiras do Saara
No entanto, como o tempo tem estado nublado, não se assiste à sujidade no ar e à pouca visibilidade que provoca”, adianta. Félix Rodrigues explica que o fenómeno tem vindo a intensificar-se. “Presume-se que o aquecimento global tem intensificado as circulações atmosféricas assim como o número de ciclones “Sharev”, que ocorrem no deserto do Saara. Estes fenómenos estão na origem do aparecimento das poeiras nos Açores”, adianta. Segundo Félix Rodrigues, os ventos no Atlântico que originam a passagem das poeiras do Saara nos Açores são os mesmos que, durante anos, obrigavam as naus portuguesas a rumar ao largo do oceano nas viagens de regresso das Índias. Após a passagem do Bojador (na costa do Saara Ocidental), os ventos contrários impediam o regresso das naus pela rota junto à costa. Assim, faziam-se ao largo e, em arco, rumavam ao paralelo 39, onde se encontravam os Açores. Daí, rumavam a Oriente e chegavam a Lisboa.