terça-feira, janeiro 15, 2008

Novo Edifício Interdepartamental no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Mais de doze empresas levantaram o caderno de encargos e os projectos para a construção do edifício interdepartamental do campus da Universidade dos Açores (UA) na Terceira, situado no Pico da Urze, confirmou DI junto de fontes universitárias.A obra, segundo as mesmas fontes, despertou o interesse não só de empresas locais e continentais, mas também de empresas da Madeira. Segundo DI apurou, a 19 de Fevereiro, vão ser abertas as propostas, seguindo-se a selecção da empresa que procederá à construção do terceiro edifício do novo campus universitário na ilha Terceira, que dará lugar às actuais instalações localizadas na Terra-Chã. Segundo o projecto – a que DI teve acesso – o edifício interdepartamental será construído no terreno após o edifício da Acção Social (actualmente em construção), passando sobre a estrada central ao campus, e, de certa forma, delimitando a zona edificada. “O edifício, ao ser uma estrutura que cruza a rua existente, retira-lhe a monumentalidade agora excessiva e permite formar um núcleo de vizinhança entre as estruturas. Estes edifícios conformam entre si um conjunto de espaços e de percursos que permitem um uso qualificado do campus, em consonância com as qualidades naturais do lugar. Destacaríamos, nesse sentido, a praça que se projecta entre o edifício interdepartamental e o edifício dos serviços de Acção Social como o centro cívico do campus”, escreve, na memória descritiva, o autor do projecto, no caso o arquitecto Jorge Figueira da “EX – Empresa de Arquitectura”, com sede na cidade do Porto. Orçado em cinco milhões de euros (construção e equipamentos), o edifício interdepartamental deve começar a ser construído a meados deste ano, tendo um prazo de execução de 14 meses.

PROJECTO...

O edifício interdepartamental é composto por três volumes, dispostos em forma de U, estando dois deles assentes no terreno. O volume maior – onde ficarão instalados os laboratórios e os gabinetes (que, segundo fontes de DI, chegam às cinco dezenas) – ficará suspenso sobre a estrada que atravessa o campus e apoiado nos dois blocos que entroncam nas suas extremidades.“[Este volume] é sustentado por um conjunto de pilares em forma de V, que caracterizam o espaço e permitem a realização de um conjunto de rampas que ligam a rua existente à praça do campus, e directamente à ala Sul do edifício interdepartamental”, explica o autor do projecto. Neste bloco, a poente, ficarão instalados os gabinetes, instalações sanitárias, elevadores e, excepcionalmente, alguns laboratórios de investigação. A nascente ficará localizada a maior parte dos laboratórios do campus. No rés-do-chão do bloco a Sul ficará instalado o núcleo administrativo, a Reitoria e as direcções de departamento. O primeiro piso fica reservado à delegação do departamento de Ciências da Educação. No bloco a Norte ficará a delegação do departamento de Ciências Agrárias.

CAMPUS EM CONSTRUÇÃO

Para além deste novo edifício interdepartamental, o novo pólo de Angra do Heroísmo tem recebido outros investimentos em infra-estruturas, como um complexo pedagógico, onde já funcionam as aulas teóricas. Actualmente, decorre também a construção do edifício de apoio ao aluno, que deverá estar concluído em Junho deste ano.A primeira fase do novo campus de Angra do Heroísmo, que deverá decorrer até ao início de 2010, prevê ainda a construção de um pavilhão gimnodesportivo a cargo da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e de um pequeno edifício destinado às associações de estudantes e temáticas, para além dos arranjos exteriores. Numa segunda e última fase, terá lugar a construção do novo edifício da Escola de Enfermagem, cujo projecto está atrasado, segundo responsáveis da Universidade dos Açores. Ao longo dos últimos anos, a construção do novo campus universitário da ilha Terceira tem estado envolvida em polémica, particularmente pela troca de acusações entre a universidade e o Governo da República. No cerne desse desencontro de posições está o financiamento da obra. Segundo apurou DI, Lisboa assume apenas o pagamento de 650 euros por metro quadrado, com uma majoração de 30 por cento. No entanto, devido aos preços praticados na Região, esse finaciamento não garante o pagamento integral da obra.Por isso, o Governo Regional tem vindo também a financiá-la.
(In Diário Insular)

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