Investigador universitário diz que há louro tóxico à venda e sugere a certificação do produto
Há louro com elevado grau de toxicidade a ser comercializado nos Açores, alerta o botânico e investigador universitário, Eduardo Dias.Este louro, que resulta do cruzamento do louro endémico com o louro trazido pelos povoadores (designado popularmente por louro fino), e que possui a toxicidade do louro açoriano, é de difícil detecção para um olhar destreinado.“O louro híbrido pode ser muito semelhante ao louro fino [Laurus nobilis], aquele que deve ser usado na cozinha. O problema é que, ao resultar do cruzamento deste com o louro endémico [Laurus azórica], passa a possuir os elementos tóxicos que caracterizam o louro endémico açoriano. E é por causa disso que a sua ingestão, por via da sua utilização como condimento, não é aconselhável. Obviamente que é difícil dizer qual a gravidade da sua ingestão. Há quem fume toda a vida e não tenha complicações, como há quem fuma pouco e tem um cancro. Para prevenir, a opção deve ser não utilizar este louro”, sublinha o académico, em declarações, ontem, ao DI.
“O problema é que este louro está a ser comercializado em locais de venda livre, como os mercados das cidades, sem qualquer controlo de qualidade. E um olhar destreinado pode enganar-se”, afirma.Eduardo Dias revelou ainda que “já foi encontrado louro híbrido ensacado (para ser comercializado) nos Açores que não é adequado para qualquer uso devido à sua elevada toxicidade, nomeadamente por provocar o cancro, em particular o do intestino”.De acordo com o investigador, o louro fino de cozinha tem apenas substâncias tóxicas no caule, o que leva cozinheiras, conhecedoras a usar apenas a folhas, enquanto o louro endémico é tóxico não só no caule mas também em toda a folha”.“Muitas pessoas vão ao mato buscar louro e ou conhecem o que estão a colher ou então, se não sabem, mais vale comprar de importação e ensacado com certificação”, aconselha Eduardo Dias.Como é difícil distinguir o louro fino do louro híbrido, o director do Gabinete de Ecologia Vegetal Aplicada da Universidade dos Açores defende que a sua comercialização seja certificada.“Os serviços de inspecção económica deviam exigir que o louro fosse primeiramente verificado quanto à sua qualidade e, depois, comercializado com uma certificação”, sublinhou.
“O problema é que este louro está a ser comercializado em locais de venda livre, como os mercados das cidades, sem qualquer controlo de qualidade. E um olhar destreinado pode enganar-se”, afirma.Eduardo Dias revelou ainda que “já foi encontrado louro híbrido ensacado (para ser comercializado) nos Açores que não é adequado para qualquer uso devido à sua elevada toxicidade, nomeadamente por provocar o cancro, em particular o do intestino”.De acordo com o investigador, o louro fino de cozinha tem apenas substâncias tóxicas no caule, o que leva cozinheiras, conhecedoras a usar apenas a folhas, enquanto o louro endémico é tóxico não só no caule mas também em toda a folha”.“Muitas pessoas vão ao mato buscar louro e ou conhecem o que estão a colher ou então, se não sabem, mais vale comprar de importação e ensacado com certificação”, aconselha Eduardo Dias.Como é difícil distinguir o louro fino do louro híbrido, o director do Gabinete de Ecologia Vegetal Aplicada da Universidade dos Açores defende que a sua comercialização seja certificada.“Os serviços de inspecção económica deviam exigir que o louro fosse primeiramente verificado quanto à sua qualidade e, depois, comercializado com uma certificação”, sublinhou. (In Diário Insular)
Etiquetas: Eduardo Dias, Etnobotânica, Laurus azorica, toxicidade

